sexta-feira, 29 de maio de 2009

Identidade

Olhe nos meus olhos e diga que sou louco!
Veja o meu mundo e diga que é pouco
Toque meu coração e diga que sangro
Olhe nos meus olhos e diga que sou humano

Toque meu corpo, acaso não sou quente?
Em meu peito não bate um coração?
Então o que me faz tão diferente?

Olhe nos meus olhos e diga o que vê
Veja o meu mundo e diga se gostou
Toque meu Coração e diga o que sente
Olhe nos meus olhos e diga o que sou

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sangue amargo em coração decomposto;
Abandono da alma que me foi imposto;
Mal que corrói a alma, que fere o peito;
Tal verme corrói a carne em seu leito

Mas como na dor achamos à cura;
Se na ferida da alma o mal perdura?
Pois só no tempo se cura a dor da alma;
E com tempo no peito a dor se acalma;

E se na morte a vida se faz nova
Ferida na alma e peito cicatriza
A paixão do meu peito se renova;

Novo amor nas estrelas sinaliza;
No peito a esperança me envolva;
E que na alma meu sonho concretiza;

terça-feira, 19 de maio de 2009

Quando eu me for...


Quero que meu olho esquerdo fique no leste, para que eu veja o nascer do sol com meu melhor.


Quero que meu olho direito seja posto no oeste, para que que eu veja o poente me despedindo.


Meus pés afundem nas areias voltados para o mar, para me lembrar do que molda o Mundo.


Meu cranio ponham na mais completa biblioteca, para me lembrar do que molda a mente.


Mas meu Coração... cravem na pedra...

pois na Pedra nasci, pela pedra fui moldado e como a pedra virei pó.