quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sangue amargo em coração decomposto;
Abandono da alma que me foi imposto;
Mal que corrói a alma, que fere o peito;
Tal verme corrói a carne em seu leito

Mas como na dor achamos à cura;
Se na ferida da alma o mal perdura?
Pois só no tempo se cura a dor da alma;
E com tempo no peito a dor se acalma;

E se na morte a vida se faz nova
Ferida na alma e peito cicatriza
A paixão do meu peito se renova;

Novo amor nas estrelas sinaliza;
No peito a esperança me envolva;
E que na alma meu sonho concretiza;

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